A disputa pelo Senado na Paraíba já começou quente, e promete entrar para a história como uma das mais duras e imprevisíveis do estado. Quatro nomes fortes estão no tabuleiro político brigando por apenas duas vagas, o que significa que, inevitavelmente, gente grande vai ficar pelo caminho.
Não se trata apenas de uma eleição qualquer. Está em jogo um mandato de oito anos, tempo suficiente para consagrar carreiras ou decretar o início do fim político de quem sair derrotado. É aí que mora o risco: vale a pena apostar tudo em um jogo tão pesado, sabendo que a derrota pode significar um longo período de ostracismo?
Nos bastidores, o clima é de tensão permanente. Alianças são costuradas de dia e revistas à noite, discursos mudam conforme o vento e a fidelidade política vira artigo raro. Apesar de parte do eleitorado já demonstrar preferência, ainda há muita água para correr debaixo da ponte até a eleição. E, como a experiência mostra, em política nada está garantido.
O que se desenha é um confronto direto entre projetos, vaidades e sobrevivência política. Para alguns, vencer é continuar no jogo. Para outros, perder pode representar um apagão político, tempo suficiente para enfraquecer lideranças, esfriar alianças e dificultar qualquer tentativa de retorno ao centro do poder.
A largada já foi dada. Agora, resta saber quem terá fôlego, estratégia e coragem para atravessar a linha de chegada.




