Não é novidade para ninguém como funciona a velha política em Bayeux. Um jogo duro, desigual, em que os mesmos métodos se repetem ao longo dos anos e quem sempre sai perdendo é o povo.
A cada novo prefeito que assume o comando da cidade, renova-se também o desgaste provocado por práticas políticas ultrapassadas. O processo eleitoral de 2024 é um exemplo claro desse cenário: acordos de bastidores, o famoso “toma lá, dá cá”, interesses pessoais acima do bem coletivo. No fim das contas, o resultado já é conhecido, a população fica no fogo cruzado, sem saber para qual lado seguir, pagando o preço das disputas de poder.
Enquanto isso, a verdadeira história de Bayeux parece ser ignorada por aqueles que deveriam representá-la. Uma história construída com trabalho, coragem e solidariedade, como bem retrata o hino da cidade ao lembrar o esforço do pescador que tira do manguezal o sustento da família, do trabalhador das fábricas que transforma em renda e dignidade.
Bayeux sempre foi reconhecida como cidade do trabalho e da solidariedade. É esse povo que dá valor ao município, que mantém viva sua identidade e que sente orgulho de chamar este lugar de lar. No entanto, muitos políticos parecem não enxergar, ou simplesmente não se importar, com essa trajetória.
Bayeux tem valor. E esse valor não está em cargos, alianças ou interesses eleitorais. Está no seu povo.





