Nas últimas eleições, a direita da Paraíba tem ocupado um papel meramente figurativo no processo eleitoral. A cada novo pleito, repete-se o mesmo roteiro: muitos discursos, tom exaltado, críticas constantes aos adversários, mas poucas, ou nenhuma, propostas concretas para a população paraibana.
Internamente, os grupos de direita se apresentam como detentores de todas as respostas. No entanto, ao final do processo, demonstram não ter um projeto claro para o estado. O debate político acaba marcado mais pelo grito e pela raiva do que por ideias e soluções reais para os problemas da Paraíba.
O eleitor paraibano já percebeu que o cenário político estadual não se resume a uma disputa entre esquerda e centro. O desgaste da direita vem justamente da falta de ação. Há tempos, o discurso não se transforma em prática. Fica a pergunta: quem, de fato, representa a direita na Paraíba hoje? Onde estão os resultados concretos que possam ser apresentados à população?
Enquanto isso, o jogo político segue restrito aos próprios grupos, distante das reais necessidades do povo. As críticas se acumulam, mas soluções não aparecem. Não há um legado claro, nem ações que possam ser apontadas como benefícios diretos aos paraibanos.
Diante desse cenário, cresce a percepção de que, mais uma vez, a direita não terá o que apresentar ao eleitorado além de discursos vazios. E, como já se sabe, a conta política chega. Nessas eleições, o eleitor pode cobrar, e anotar, a falta de propostas e resultados dos políticos de direita da Paraíba.
Por: Felipe Miranda




